Pesquisadores e empresas de todo o mundo estão buscando alternativas para acelerar o processo de compostagem, a partir de estudos sobre os fatores que afetam a velocidade de compostagem. Hoje temos máquinas de compostagem automática, que transformam o lixo orgânico em composto para menos de 24h.
Na compostagem de lixo orgânico, o tempo de transformação da matéria orgânica em composto leva cerca de 4 meses. A adição de minhocas ao processo – a vermicompostagem, costuma reduzir esse tempo em 50%.
 
Além da utilização de microorganismos mais eficientes, a tecnologia de “compostagem acelerada”, como é conhecida, regula umidade, temperatura e aeração de forma automática. O resultado são máquinas que reduzem muito o tempo de compostagem. No Brasil temos modelos com ciclos de 45 minutos, 3 horas e de 24 horas, em escalas residenciais, comerciais e industriais.
 
Como funciona uma máquina de compostagem acelerada?
 
As máquinas composteiras controlam os fatores que afetam a compostagem natural, através de partes mecânicas e dispositivos de aquecimento ou umidificação. Temporizadores controlam os ciclos para que trabalhem dentro de uma faixa otimizada, e os sensores indicam a hora certa de parar.
 
Algumas máquinas fazem a compostagem como é na natureza: estimulam a rápida proliferação e atividade de microorganismos.
 
Essas máquinas dependem da inserção rotineira de cepas ou inóculos, contendo uma amostra dos microorganismos decompositores. Geralmente os ciclos são mais longos e o tipo de resíduo é mais restrito. O resultado final é, porém, um composto rico, prontamente utilizável pelas plantas.
 
Outras máquinas, essas com ciclos curtíssimos (45 minutos ou 3 horas) possuem um método diferente. Elas podem utilizar enzimas, sintetizadas em laboratório, que promovem a degradação dos resíduos orgânicos. Essas máquinas de compostagem oferecem as condições para que as enzimas trabalhem de forma ideal.
 
O resultado final é um composto homogêneo, bem degradado, mas não com as mesmas propriedades do composto produzido diretamente pelos microorganismos. Pode-se utilizar este composto nas plantas, mas devemos permitir mais tempo para que seus nutrientes sejam disponíveis para as plantas.
 
O último tipo de máquina é o mais simples: ele aquece, tritura e desidrata o resíduo orgânico, até que se transforme em um material seco e homogêneo. Essas máquinas de compostagem acelerada não produzem, no rigor da palavra, o “composto orgânico” que conhecemos e que é feito no processo natural de compostagem.
 
Elas produzem uma espécie de fertilizante, um aditivo orgânico que pode ser utilizado para o plantio, desde que misturado com porções maiores de terra. Deve-se aguardar mais tempo para que seus nutrientes estejam disponíveis para as plantas.
 
Essas máquinas de compostagem acelerada servem mais para reduzir o volume do lixo orgânico, pois elas o fazem com eficiência da faixa de 70-90%. Isso quer dizer que se você coloca 100 Kg de lixo orgânico, depois do ciclo terá cerca de 10 ou 30 Kg!
 
Ou seja, é a solução perfeita para quem tem um grande volume de lixo orgânico, e também a impossibilidade (ou a consciência) de não despejá-lo em qualquer lugar.
 
Compostagem é alternativa ao despejo em aterros
 
Cerca de 51% do peso do lixo urbano é composto por matéria orgânica. Boa parte desse rico material é descartado como lixo comum e segue para os aterros sanitários.
 
Os municípios poderiam evitar despesas se existissem mais iniciativas de compostagem do resíduo orgânico, além de poder reaproveitar o material fértil para paisagismo ou agricultura.